Principal»Artigos»Saiba se seu emprego corre perigo

Saiba se seu emprego corre perigo

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Especialistas indicam os sinais clássicos de que um profissional está desagradando e pode ser dispensado.

A Microsoft, uma das gigantes do capitalismo mundial,  anunciou recentemente sua primeira demissão em massa – 5.000 pessoas. A cada  dia, a crise mundial aumenta a lista das companhias que estão enxugando seu  quadro de pessoal. No Brasil, uma das decisões mais ruidosas foi a demissão de  1.300 funcionários pela Vale. Nesse cenário, é claro que as pessoas começam a temer  por seus empregos. Mas há diversos sinais para identificar os candidatos mais  fortes à demissão, segundo os especialistas.

1) Aqueles que não cumprem as metas: mesmo que a situação de  uma empresa se deteriore rapidamente, e uma lista de cortes seja montada às  pressas, os gestores já sabem, em linhas gerais, quem são os mais cotados à  demissão. “Quem não vem apresentando um desempenho adequado corre os  maiores riscos”, afirma Olga Colpo,  sócia da PricewaterhouseCoopers para a área de organização e gestão da mudança.

2) Aqueles que cumprem a meta, mas com um alto custo: em  tempos de competição extrema, a máxima de toda empresa é fazer cada vez mais,  com cada vez menos. Isso quer dizer que os gestores têm de ser eficientes.  “Os mais valorizados pelas companhias são os que geram ótimos resultados,  com o mínimo de custos”, diz Adriano  Araújo, vice-presidente do Grupo Foco.

3) Os negativistas: em meio à crise, não há nada mais  irritante do que alguém do “não”, segundo os especialistas – aquele  gestor resistente a mudanças; aquele que diz que não é possível fazer o que  precisa ser feito. A postura negativista é um passaporte para fora da equipe.  “Preste atenção se você está somando ou não”, afirma Jacqueline Resch, sócia-diretora da  Resch Recursos Humanos.

4) Os defasados: o trainee tem metade da sua idade, ganha a  metade de seu salário e tem o dobro de qualificação, incluindo fluência em  idiomas e cursos de especialização em novas áreas de negócios que você nunca  considerou seriamente? Cuidado: você está com um pé para fora da empresa.

5) Quem está perdendo influência: a pessoa deixa pouco a  pouco de ser convidada para reuniões – estratégicas ou cotidianas. Vê seu  orçamento minguar e seus projetos passarem para outros gestores. Sua equipe  começa a flertar com outros departamentos. “Quando começa a existir um  distanciamento entre a empresa e o executivo, é sinal de que ela está buscando  alternativas para seguir sem ele”, afirma Adriano Araújo, vice-presidente do Grupo Foco.

6) Quem começa a saber das coisas por último: outro ponto  crucial é que o executivo, cada vez mais na geladeira, começa a saber das  decisões importantes por terceiros – geralmente, depois que elas são tomadas.  “Se você não está sendo comunicado, é porque está fora da linha de decisões.  Nesse caso, você se salvaria de uma demissão por sorte”, afirma Patrícia Molino, sócia da KPMG para a  área de assessoria e gestão de Recursos Humanos.

7) Quem perdeu o foco: ele trabalha até tarde da noite, leva  trabalho para casa nos finais de semana, deixa de sair de férias para cumprir  prazos. Mas, em vez de ser elogiado, é recebido com frieza pelo gestor. Pode  ser um sinal de que todo esse trabalho não é valorizado pela companhia por um  motivo simples: ela espera outra coisa, e o executivo perdeu de vista o foco da  empresa.

Em resumo, os itens acima passam uma mensagem bastante  clara: “atrapalhar é o meio mais rápido de ser demitido”, diz Patrícia Molino, sócia da KPMG para a  área de assessoria e gestão de Recursos Humanos.

Mas há casos em que bons profissionais acabam pegos de  surpresa também. Quando a reestruturação da companhia é profunda e envolve o  fechamento de departamentos inteiros, fábricas ou linhas de produtos, é  possível que talentosos executivos sejam desligados. Nesse caso, é importante  perceber que não foi o seu desempenho pessoal que o colocou nesta situação, mas  uma mudança radical da companhia. “O problema pode não ser do  profissional, mas da crise que arrastou a economia”, afirma Fernanda Medeiros de Campos,  sócia-diretora da gestora de recursos humanos Mariaca.

Fonte: Portal Exame.

Post anterior

Dores de cabeça ao substituir líderes nas Empresas.

Próximo post

Descubra quem é você.

Comentários